quinta-feira, 14 de junho de 2012

Resposta do Comandante da Fragata à carta que lhe foi enviada

O Comandante Rocha e Abreu (de boina preta) junto da actual tripulação da Fragata D. Fernando II e Glória

Caro amigo Carlos Vardasca:
O que me propõe tem "pernas para andar" e tenho a certeza que a Marinha irá organizar uma cerimónia para lembrar a efeméride. Caso isso aconteça, como julgo que acontecerá, certamente que haverá oportunidade para algum dos antigos alunos se expressar em nome dos que neste histórico navio receberam a sua Formação para a vida.
Vamos trabalhar nisso com vontade de fazer uma cerimónia que nos dignifique a todos. Lembro-me que se ainda estivessem vivos alguns dos Bombeiros que combateram o fogo seriam também muito bem vindos, não acha?
Neste momento estou de férias no Sul. Quando voltar de novo ao serviço poderemos tratar de mais pormenores.
Com um grande abraço e até breve
Rocha e Abreu

quarta-feira, 13 de junho de 2012

3 de Abril de 2013. 50º Aniversário do incêndio da Fragata D. Fernando II e Glória

Carta da Comissão Organizadora dos Encontros Nacionais dos Antigos Alunos da Fragata D. Fernando II e Glória, enviada ao actual Comandante da Fragata, Capitão de Mar e Guerra Fuzileiro, José António de Oliveira Rocha e Abreu.

Exmo. Senhor Comandante
Provavelmente saberá. No próximo ano de 2013, precisamente em 3 de Abril, comemora-se o 50º aniversário do incêndio da Fragata D. Fernando II e Glória, data que, para todos nós ex-alunos, se revestirá de enorme importância, não porque queiramos comemorar essa tragédia mas simplesmente para assinalar o quão importante foi para todos nós termos passado por aquela instituição, que nos dotou das ferramentas para podermos moldar o nosso futuro.
Como calculará, e como já vem sendo hábito, esta Comissão Organizadora irá nessa data realizar o VI Encontro Nacional dos Antigos Alunos da Fragata D. Fernando II e Glória, que provavelmente se irá realizar no dia 6 de Abril (Sábado), tendo em conta que o dia 3 será numa Quarta-feira dia de trabalho, nada propício a este tipo de realizações.
Tendo em conta o exposto, tem o propósito desta nossa carta, perguntar ao nosso amigo se tem conhecimento se a Marinha de Guerra tem previsto organizar alguma cerimónia comemorativa dessa data. Caso não haja nada previsto e como lhe dissemos inicialmente, iremos em todo o caso organizar o nosso Encontro Anual, onde irá ser evocada essa data de uma forma muito singela e nos moldes dos Encontros já realizados anteriormente, que não passam de simples momentos de confraternização, que nos possibilitam rever antigos companheiros da nossa infância e adolescência.
Caso a Marinha de Guerra tenha em previsão organizar alguma cerimónia alusiva à data, nós, antigos alunos daquela velha Nau, “última das Índias”, achamos que seria deveras interessante estarmos presentes, pois gostaríamos e teríamos um imenso orgulho e prazer em participar e fazer parte da mesma, de uma forma muito discreta e devidamente integrados no tipo de programação que for determinado pela Marinha de Guerra.
Os moldes da nossa participação (e permita-nos que possamos sugerir), poder-se-ia resumir a uma pequena intervenção na cerimónia oficial (caso se realize, claro!) com a leitura (para além de outros discursos de outras entidades oficiais convidadas) de um pequeno texto de um dos nossos ex-alunos mais antigos, que evocaria a sua passagem pela aquela instituição e (ou) a realização de um almoço comemorativo junto à Fragata evocativo da data, suportado pela Marinha (com a montagem de uma tenda apropriada para este tipo de eventos) onde a par dos convidados oficiais participariam também os antigos alunos da Fragata e os seus familiares mais directos.
E porque estamos em época de contenção de recursos e caso a Marinha de Guerra não possa suportar os custos resultantes da participação dos ex-alunos nesse almoço comemorativo, a participação destes poder-se-ia processar nos mesmos moldes dos nossos Encontros Anuais, ou seja, com uma inscrição prévia e o posterior pagamento do custo da refeição por cada um deles.
Na eventualidade de nada ser possível ser realizado daquilo que é sugerido nesta carta, seria no entanto também interessante e como alternativa, que na Revista da Armada do mês de Abril desse ano fosse editado um artigo (com ilustrações) alusivo àquela data (3 de Abril de 1963) do incêndio da Fragata D. Fernando II e Glória.
Caro amigo. Pensamos que, ao termos sugerido e lembrado a possibilidade de se realizar este tipo de comemorações não ter interferido naquilo que são as suas reais competências, dado que a única intenção foi não deixar passar aquela data em branco e relembrar uma data que decerto tem uma importância afectiva para todos, em especial para os antigos alunos que naquela data se viram órfãos daquela “velha Nau”.
Grato pela sua compreensão, aguardamos com alguma brevidade a sua resposta.
Melhores cumprimentos
 Alhos Vedros, 13 de Junho de 2012

A Comissão Organizadora dos Encontros Nacionais dos Antigos Alunos da Fragata D. Fernando II e Glória

Augusto Gomes
Carlos Vardasca
Joaquim Lopes
José Alves                                                              

terça-feira, 5 de junho de 2012

Mais fotos de ex-alunos para o nosso arquivo


Enquanto decorria o almoço de confraternização do nosso V Encontro Nacional, foram-se trocando várias opiniões, relembrando passagens e episódios vividos a bordo no tempo quando ainda eramos crianças, enquanto outros, se muniam dos álbuns de recordações para partilhar momentos que jamais deixarão de fazer parte das suas memórias. Foi o caso de Manuel Alves Serralheiro, ex-aluno nº 213 (mais conhecido pelo "Brasileiro") que de Vidago trouxe o seu álbum de memórias para partilhar com quem já não convivia há cerca de 44 anos, e que para ele foi uma imensa satisfação estar presente ao rever os amigos.
Vindo de Castanheira de Pera, o Aníbal Cabrita, ex-aluno nº 229, deliciou-nos ao abrir o seu pequeno arquivo de fotos, onde pudemos rever antigos companheiros, alguns de  quem há muito não sabemos do seu paradeiro, mas outras de inegável interesse para todos nós.
Da sua colecção faziam parte (entre outras) estas quatro fotos de ex-alunos (onde ele se inclui) e que sem dúvida irão enriquecer o nosso já vasto arquivo fotográfico, possibilitando um dia (quem sabe?) editar-se um livro que conte a história da Fragata D. Fernando II e Glória, mas na perspectiva da vivência dos seus alunos a bordo daquela velha Nau "última das Índias".
Apesar da crise e de não termos por ali perto a "nossa fragata", os ex-alunos responderam há chamada, comparecendo em número significativo com as suas famílias dando um tom deveras acolhedor ao Encontro.
Para o próximo ano, se assim for o interesse de todos, voltaremos encontrarmo-nos e onde decerto aparecerão novos companheiros, a quem daremos as boas-vindas de regresso ao seio da nossa já apreciável "tripulação".
A actual Comissão Organizadora está convicta de que ao longo dos Encontros já realizados tentou fazer tudo de forma a que todos se sentissem satisfeitos com o seu trabalho, manifestando no entanto a ideia de que se deveria formar uma nova Comissão Organizadora para a realização dos próximos Encontros, dando assim a oportunidade a outros que tenham novas ideias e manifestem vontade e interesse em fazer parte deste tipo de realizações.
Com a convicção de que não voltaremos a "deixar morrer" este tipo de iniciativas, pensamos que ao logo do ano teremos muitas oportunidades para falarmos e pensarmos entre nós sobre este assunto, tendo em conta que em 2013 se comemora o 50º Aniversário do incêndio da Fragata D. Fernando II e Glória, data que nenhum de nós quererá deixar passar sem que seja lembrada.
Até lá, um abraço

Carlos Vardasca
(Braz, ex-aluno nº 14)
1963-1968 


segunda-feira, 4 de junho de 2012

V Encontro Nacional dos Antigos Alunos da Fragata D. Fernando II e Glória (Fotos)

Foto de grupo dos "Fragatas" presentes no V Encontro. Bombarral, 2 de Junho de 2012
Foto de grupo dos "Fragatas" e seus familiares
Quando o pessoal começou a chegar à concentração
O ex-aluno nº 229, Aníbal Cabrita (1956-1959) que veio ter ao V Encontro, e nos presenteou com fotos suas, que são uma autêntica relíquia para a reconstituição da história dos alunos da Fragata D. Fernando II e Glória. Na Foto estão também o "Albufeira" e o João Guilherme Coelho.
Um dos aspectos da sala onde decorreu o almoço
Outro aspecto da sala
Panorâmica geral da sala.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Mensagem do actual Comandante da Fragata, José António Rocha e Abreu

Quando o Sr. Comandante da Fragata agradecia a oferta de réplicas de bolas de trapo (idênticas às que faziam parte dos desafios de futebol a bordo da Nau) feitas pelo ex-aluno nº 363, Victor Manuel Gomes Santos ("Albufeira").
Discurso de boas vindas aos ex-alunos presentes a bordo da Fragata, a quando da realização do IV Encontro Nacional em 2011.
Conforme o prometido desde o IV Encontro Nacional dos Antigos Alunos da Fragata D. Fernando II e Glória realizado em 2011, endereçamos um convite ao actual comandante da Fragata, José António Rocha e Abreu, Capitão de Mar e Guerra Fuzileiro, para estar presente neste nosso V Encontro Nacional a realizar no próximo dia 2 de Junho no Bombarral. Na impossibilidade de poder estar presente, aquele oficial teve a amabilidade de nos enviar o texto que, devido à sua simpatia e reconhecimento, publicamos de seguida:

Senhor Carlos Vardasca, estimado amigo:

Agradeço-lhe muito o convite para estar presente no grande encontro anual dos antigos alunos da nossa Fragata.
Acontece que, por planeamento efectuado logo no inicio do ano, estou nessa data a dirigir-me ao Sul para uma semana de férias.
Gostaria muito de estar presente não só para os rever a todos mas sobretudo, perdoe-me o egoismo, para me enriquecer e emocionar mais uma vez com o relato dos vossos percursos de vida, antes e depois da Obra Social da Fragata D. Fernando II e Glória.
Durante as visitas guiadas que proporciono aos visitantes especiais da Fragata , tenho tido a grata oportunidade de relatar algumas das circunstancias vividas por muitos jovens que, sem grande esperança de futuro, foram abrigados pela "Obra Social" do Comandante Henrique Tenreiro e assim chegaram a ser cidadãos de grande valor e dignidade, como são aqueles que estarão reunidos no próximo dia 2 de Junho no Bombarral.
Quero envolvê-los a todos numa saudação muito especial com o desejo de continuidade de uma vida longa e saudável.
De alguém que procura conservar e divulgar o espirito de  camaradagem que vos une e que muito se orgulha de comandar a Vossa Fragata, recebam então um grande abraço.

Do vosso amigo ao dispor

Jose António Rocha e Abreu
Capitão de Mar e Guerra Fuzileiro

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O nosso V Encontro Nacional noticiado na "Revista da Armada" (Marinha de Guerra Portuguesa)

Clicar em cima do documento para o ampliar
Dando cumprimento à divulgação do próximo V Encontro Nacional do Antigos Alunos da Fragata D. Fernando II e Glória, foram enviados para a "Revista da Armada" (Marinha de Guerra Portuguesa) revista "Desembarque" (Associação de Fuzileiros) e para a revista "O Combatente" (Liga dos Combatentes), textos de informação relacionados com o evento, de forma a se proceder à respectiva divulgação de uma forma mais abrangente do nosso convívio anual.
O texto que se edita refere-se à recente edição da "Revista da Armada" nº 463, ano XLI de Maio de 2012, página 34, onde o nosso Encontro Nacional é gentilmente divulgado conforme solicitação da Comissão Organizadora.
Aproveitando a oportunidade, recorda-se a todos os ex-alunos interessados em participar neste nosso convívio anual (a realizar no próximo dia 2 de Junho de 2012 no Bombarral - Restaurante Zélia) que se devem inscrever até ao dia 15 de Maio do presente ano para os contactos inscritos na foto que se edita, de forma a garantir a sua presença, dos seus familiares e amigos neste nosso grande Encontro, onde se pretende que se estabeleçam os laços de amizade há muito "desencontrados", ou outros que já tivessem sido restabelecidos no dia a dia de cada um, laços esses, que pretendemos que perdurem ao longo da nossa existência e da nossa convivência, que desejamos manter de uma forma muito salutar.
Não há tempo a perder. Inscreve-te já, garantindo assim a tua presença, dos teus familiares e amigos no evento, contactando para o seguinte contacto:
Joaquim António Pereira Lopes
Avenida Dr. Joaquim de Albuquerque, nº 15
2540-004 Bombarral
Telemóvel: 967970171
Aguardamos pela tua presença, pois serás sempre bem-vindo, na companhia dos teus familiares e amigos.
Até lá, um abraço da
Comissão Organizadora do
V Encontro Nacional dos Antigos Alunos da
Fragata D. Fernando II e Glória

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Ex-Fragatas que participaram na Guerra Colonial. Uma história de vida (2)

Após a emboscada de que fomos alvo, eu e os restantes feridos aguardamos a chegada do helicóptero para sermos evacuados para o Hospital de Mueda. Norte de Moçambique, 03 de Janeiro de 1972
Aquartelamento de Tartibo onde a minha Companhia (C.CAÇ. 3309) estava aquartelada. Norte de Moçambique, 1972
Eu no Aquartelamento de Nangade junto ao Obus. Ao fundo pode ver-se o Lago Nangade e as montanhas da Tanzânia. Norte de Moçambique, 1971. (Em destaque uma foto minha quando era aluno da Fragata D. Fernando II e Glória - Setúbal 1968)

"Tão próximo do outro lado do muro"
As Berliet seguiam no seu vagaroso e agonizante andamento, enquanto que na mata circundante se multiplicavam os sons da natureza que enfrentavam a nossa indiferença.
A preocupação dos militares estava muito para além do chilrear das galinhas do mato e de outras aves tropicais que sobrevoavam as viaturas militares muito para lá da copa das árvores (também elas indiferentes aos medos que ali se faziam transportar) mas na mata cerrada, verdejante, que não deixava vislumbrar muito para além das longas lianas que ladeavam a picada e nos sacudiam o corpo à nossa passagem, “um outro cenário estava prestes a embelezar aquele anfi-teatro encharcado de incertezas”.
Estava-se em plena época das chuvas e o calendário, depois de arrancada a folha anterior mostrava agora o terceiro dia do mês de Janeiro de 1972.
Chovia torrencialmente, e as vinte viaturas tentavam (com alguma perícia dos Soldados Condutores), muito lentamente (sempre com a tracção às quatro rodas) transpor mais uma vez a "Descida dos Paus"[1], tentando controlar a direcção para que as viaturas não escorregassem para o desfiladeiro que ladeava a picada, ora com a azáfama dos restantes soldados, alguns deles em tronco nu que deixavam inundar as toscas tatuagens que garantiam fidelidades eternas, cerrando troncos de árvores para serem colocados naquele piso lamacento, cuja cor barrenta tantas preocupações e canseiras davam de cada vez que as colunas de reabastecimento por ali passavam durante a época das chuvas.
Embora com alguma demora e dificuldade, aquele obstáculo foi transposto e, depois de passarmos uma pequena ponte improvisada que já fora por várias vezes dinamitada pelos guerrilheiros da FRELIMO[2], a ansiedade parecia querer aliviar-se com a entrada numa zona da picada com o piso um pouco mais regular, o que facilitava a movimentação das nossas tropas bastante ansiosas por chegar ao Aquartelamento mais próximo (Pundanhar).
Eu seguia no "Rebenta Minas"[3] com mais quatro militares de um Grupo de Combate da Companhia de Caçadores de Moçimboa da Praia e da Companhia de Artilharia 2745 estacionada em Nangade (que faziam a protecção à coluna de reabastecimento em conjunto com a Companhia de Caçadores 3472[4] e que, por não nos termos apercebido do atraso das restantes viaturas, ficámos isolados e bastante vulneráveis em termos de defesa face a qualquer ataque dos guerrilheiros.
Quando nos vimos sozinhos e demos conta do nosso isolamento e antes que conseguíssemos imobilizar a viatura, ocorreram inesperadamente violentas explosões de três minas anti-carro em simultâneo e accionadas eléctricamente, na retaguarda da viatura, que a destruiu imobilizando-a de imediato.
Logo após aqueles rebentamentos foi desencadeada uma forte emboscada com armas ligeiras por um grupo avaliado entre 6 a 8 guerrilheiros da FRELIMO[5] que, sentindo-se em posição favorável face ao nosso isolamento, tentaram a aproximação à viatura ao mesmo tempo que disparavam na nossa direcção, apesar da nossa resistência.
Não fora a chegada das restantes viaturas naquele momento (que forçou os guerrilheiros a refugiarem-se na mata) as consequências poderiam ter sido bem mais dramáticas do que as que ocorreram. Daquela emboscada eu fui atingido numa mão por um tiro de Kalashnikov, e quanto aos restantes ocupantes da viatura, dois ficaram gravemente feridos (no peito e num ombro) e um outro com ferimentos ligeiros (numa perna) em resultado do disparo daquelas armas automáticas.
Efectuado o contra ataque das nossas tropas e restabelecida a calma enquanto eram prestados os primeiros socorros aos feridos, procedeu-se à abertura de uma clareira na mata com o derrube da algumas árvores para facilitar o acesso do helicóptero e efectuar a evacuação, tendo todos nós sido transportados para o Hospital situado mais a sul e no Aquartelamento de Mueda.
Foram momentos dramáticos e, sinceramente, durante toda a minha existência e desde o incêndio da Fragata D. Fernando II e Glória em 03 de Abril de 1963 a que sobrevivi com a idade de 13 anos, nunca como naquele dia me senti tão consciente de estar “tão próximo do outro lado do muro".

Carlos Vardasca
Ex-Aluno nº 14 (1963-1968)
9 de Abril de 2012


[1] “Descida dos Paus”. Itinerário muito íngreme, de piso lamacento e escorregadio devido às fortes chuvadas, sendo necessário colocar troncos de árvores para facilitar a passagem das Berliet que integravam as colunas de reabastecimento entre os Aquartelamentos de Palma, Pundanhar e Nangade.
[2] Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) Guerrilheiros que combatiam contra o exército português.
[3] “Rebenta Minas”. Berliet que seguia sempre na frente das colunas de reabastecimento, reforçada com sacos de areia para resistir ao impacto do rebentamento de minas anti-carro.
[4] Que rendeu a Companhia de Caçadores 2703 no Aquartelamento de Pundanhar em 02 de Janeiro de 1972.
[5] Registado no Relatório da Região Militar de Moçambique. Batalhão de Artilharia 2918. História da Unidade. Décimo oitavo fascículo (Janeiro de 1972) Capítulo II, página 1. Arquivo Histórico Militar de Lisboa.