quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Os putos e o orgulho de pertencerem à Fanfarra

No Sanatório do Outão. Setúbal 1967
Em viagem, a caminho de mais uma saída. 1968
Junto à Secretaria do edifício da Capitania do Porto de Setúbal
onde a Instituição se instalou após o incêndio em 03 de
Abril de 1963.

domingo, 26 de outubro de 2008

"Será que não anda nenhum ex-aluno por aí?


Fragata D. Fernando II e Glória. Quadro de Roger Chapelet (1845) Colecção Lusitania. Edição do Museu de Marinha.
Lisboa . Portugal
Bandeira utilizada nos instrumentos da Fanfarra da Fragata D. Fernando II e Glória

terça-feira, 18 de setembro de 2007

...era de facto uma belíssima nau.

Fragata D. Fernando II e Glória. Quadro a óleo pintado por Roger Chapelet
Todos nós, ao longo da nossa infância, fomos criando em nosso redor uma imagem à semelhança dos nossos heróis, mesmo que em batalhas nunca dantes travadas. Quantas vezes, à saída dos cinemas, e inflamados com a destreza do "rapaz" do filme, nos revíamos naquela personagem, e nos sentíamos tão capazes de aplicar aquela ficção que não se encaixava numa realidade que momentâneamente fingíamos desconhecer. Quando fui para a Fragata D. Fernando II e Glória tinha apenas 13 anos, e vivi um desses momentos, ao ficar tão fascinado com a beleza daquela nau, "última das Índias". Era uma criança que se imaginava num barco de piratas, pronto a travar outras tantas batalhas contra a pobreza que me fizera seu tripulante. Desde os canhões alinhados como se ainda espreitassem o inimigo, aos bacamartes e armas de todo o tipo que enfeitavam o seu interior, tudo me recordava a façanha dos corsários que sempre tentei imitar. Não fosse o seu comandante (Sr. Campos, Capitão de Mar e Guerra) interromper aquele sonho que se previa prolongar naquele primeiro dia a bordo, "até que o meu imaginário se dispersasse não sei por quantas ilhas à procura de um tesouro que não existia":
- Então rapaz! estás a gostar do teu primeiro dia a bordo?
Como muito envergonhado que era, em vez de lhe responder comecei a chorar. De imediato, senti-me envolvido por uns braços fortes que, pelo carinho e afecto que transmitiram, me fizeram esquecer a ausência do aconchego familiar, "como se a fita do filme se tivesse partido e a realidade recomeçasse nalgumas cenas mais à frente".
Foi assim desta forma que vivi o primeiro dia a bordo daquela velha Nau, feita Navio Escola para meninos deserdados de afectos, "mas feitos homens iguais a tantos outros, que mais tarde souberam moldar a vida com as ferramentas ali ensinadas".
Era de facto muito bela, e por isso ainda hoje me sinto órfão daquela nau.
Carlos Vardasca
O Braz, ex-Aluno nº 14 da Fragata D. Fernando II e Glória (1963)
18 de Setembro de 2007

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Que tal voltarmo-nos a encontrar?

Lembro-me que após a reconstrução da Fragata D. Fernando II e Glória, se organizou um almoço/convívio no Seixal entre ex-alunos, ficando a promessa de se repetirem anualmente esse encontros. Passada a euforia daqueles momentos, tudo se desvaneceu sem que os contactos se tivessem efectuado, dado que na altura não se procedeu à recolha de uma listagem tão necessária para o efeito.
Penso que, e se todos estiverem de acordo, deveria iniciar-se a recolha dos contactos dos ex-alunos, no sentido de no próximo ano de 2008 realizar-se um encontro nacional em data e local a decidir.
No meu caso, e na eventualidade de alguém aceder a este blog, aqui fica o meu contacto:

Telef: 212020157
Telem: 963899868

Um abraço a todos
Carlos Vardasca
O Braz, ex-Aluno nº 14 da Fragata D. fernando II e Glória (1963)
17 de Setembro de 2007