sábado, 2 de abril de 2016
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Lançamento do livro de Américo Vidigal Alves, sobre a Obra Social da Fragata D. Fernando II e Glória
(Clicar no convite para o ampliar)
Caros ex-alunos da Obra Social
da Fragata D. Fernando II e Glória,
É com uma enorme satisfação que vos convido para o
lançamento do livro sobre a Obra Social à qual todos vós haveis pertencido.
O evento decorrerá a bordo da Fragata D. Fernando II e
Glória no sábado dia 13 Fevereiro de 2016, às 17,00 horas. Será servido um aperitivo. A fragata poderá ser livremente
visitada
e o livro estará à venda com cerca de 29% de desconto em relação ao preço
posterior de mercado.
Todos são livres de trazerem
acompanhantes e amigos.
Se for possível imprimir os convites, tanto melhor. Se tal
não for possível, bastará à entrada da prancha da Fragata, referirem que são convidados para o lançamento do livro.
Um abraço a todos,
Obrigado,
O autor
Américo Vidigal Alves
terça-feira, 15 de setembro de 2015
Breve apontamento sobre a "Última Nau das Índias"
A Fragata "D. Fernando II e Glória", o
último grande navio à vela da Marinha Portuguesa e também a última
"Nau" a fazer a chamada "Carreira da Índia" – verdadeira
linha militar regular que, desde o século XVI e durante mais de 3 séculos, fez
a ligação entre Portugal e aquela antiga colónia – foi o último grande navio
que os estaleiros do antigo Arsenal Real de Marinha de Damão construíram para a
nossa Marinha.
A Fragata recebeu o nome de "D. Fernando II e Glória", não só
em homenagem a D. Fernando Saxe Coburgo Gota, marido da Rainha D. Maria II, mas
também por ter sido entregue à protecção de Nossa Senhora da Glória, de
especial devoção entre os goeses.
O navio embora construído pelos planos duma fragata de 50 peças, foi de
início preparado para receber 60 bocas de fogo, tendo em 1863 / 65 sido
transformado para receber só 50, 22 no convés e 28 na bateria. A lotação do
navio variava consoante a missão a desempenhar, indo do mínimo de 145 homens na
viagem inaugural ao máximo de 379 numa viagem de representação.
A Fragata tinha boas qualidades náuticas e de habitabilidade,
designadamente no que se refere a desafogo das instalações, aspecto este de
suma importância numa época em que ainda se faziam viagens, sem escala, de 3
meses, com 650 pessoas a bordo, incluindo passageiros.
A viagem inaugural, de Goa para Lisboa, teve lugar em 1845, com largada
em 2 de Fevereiro e chegada ao Tejo, em 4 de Julho. Desde então, foi utilizada
em missões de vários tipos até Setembro de 1865, data em que substituiu a Nau
Vasco da Gama, como Escola de Artilharia, tendo ainda, em 1878, efectuado uma
viagem de instrução de Guarda-Marinhas aos Açores, que foi a sua última missão
no mar, onde teve a oportunidade de salvar a tripulação da barca americana
"Laurence Boston" que se incendiara.
Durante os 33 anos em que navegou, percorrendo cerca de 100 mil milhas,
correspondentes a quase 5 voltas ao Mundo, a "D. Fernando", como era
conhecida, provou ser um navio resistente e de grande utilidade, tendo
efectuado numerosas viagens à Índia, a Moçambique e a Angola para levar àqueles
antigos territórios portugueses unidades militares do Exército e da Marinha ou
colonos e degredados, estes últimos normalmente acompanhados de familiares.
Chegou até a levar emigrados políticos espanhóis para os Açores.
De entre as missões que lhe foram confiadas, destacam-se a participação
como navio-chefe de uma força naval na ocupação de Ambriz, em Angola, que em
1855 se revoltara por instigação da Inglaterra, e, ainda, a colaboração na
colonização de Huíla em que, como navio de guerra, teve a insólita e curiosa
missão de transportar ovelhas, cavalos e éguas do Cabo da Boa Esperança para
Moçamedes (Angola), numa real missão de serviço público. Colaborou, ainda, com
o grande sertanejo António Silva Porto, transportando, em 1855, os seus 13
pombeiros da ilha de Moçambique para Benguela, depois destes terem completado a
travessia de África, de Benguela à costa de Moçambique.
Em 1889 sofreu profundas alterações para melhor servir como Escola de
Artilharia Naval, substituindo-se a antiga e airosa mastreação por três
deselegantes mastros inteiriços, com vergas de sinais e construindo-se dois
redutos a cada bordo para colocação de peças de artilharia modernas, para
instrução, utilização que cessou em 1938.
Em 1940, não estando já em condições de ser utilizada pela Marinha,
iniciou uma nova fase da sua vida, passando a servir como sede da "Obra
Social da Fragata D.Fernando", criada para recolher rapazes oriundos de
famílias de fracos recursos económicos, que ali recebiam instrução escolar e
treino de marinharia, até que, em 1963, um violento incêndio a destruiu em
grande parte.
IN: MOST FAITHFUL PORTUGAL
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
BREVE APONTAMENTO DE UMA "SARDINHADA" EM ALFUFEIRA
Cresta da Associação
Entrada da Associação
Prato em porcelana com o símbolo da Associação
Vitrina de exposição dos troféus
Emblema da Associação
Foto de grupo
Como
tem sido hábito, da cada vez que vou de férias (seja para onde for) levo sempre
comigo duas listagens de contactos de amigos meus; uma dos ex-alunos da Fragata
D. Fernando II e Glória (1963-1967) e outra de ex-companheiros que comigo
partilharam as agruras do conflito colonial (Moçambique 1971-1973).
Como este ano rumei ao sul (Albufeira) e
como por terras próximas vivem alguns ex-alunos daquela “última nau das
Índias”, estabeleci com eles contacto para organizarmos uma “sardinhada”.
Depois dos contactos efectuados, telefonei primeiro para o Floriano que não
atendeu e depois para o Quintino, para lhes transmitir a relação das pessoas
que iam estar presentes, pois tinham ficado os dois de comprar as sardinhas e
os carapaus para o almoço de confraternização.
Quando liguei ao Quintino, cerca da
meia-noite e trinta, respondeu-me ele numa voz muito ténue o que motivou a
minha interrogação:
¾ Onde é que estás metido que te estou a ouvir muito mal? Ao que ele me
respondeu muito entusiasmado ao reconhecer a minha voz apesar do adiantado da
hora:
¾ Epá Braz! ¾ Estou ao largo de Albufeira a bordo
do meu barco com o Floriano, à pesca de chocos e de lulas e já temos um balde
bem aviado.
No
dia seguinte (Sábado, dia 22 de Agosto) lá fomos para a “sardinhada” na antiga
Casa do Faroleiro (por cima da Marina de Albufeira), hoje reconvertida numa
interessante Associação denominada “CLUBE ESCOLA AMIZADE”, cujos responsáveis e
associados são gente ligada ao mar; ex-alunos da Fragata D. Fernando II e
Glória; ex-oficiais da Marinha de Guerra; ex-funcionários da Marinha Mercante e
outros da Frota Bacalhoeira que rumava aos bancos pesqueiros da Groenlândia.
Devido
a compromissos de alguns, não éramos muitos, mas o suficiente para fazermos daquele convívio uma forma de estreitarmos laços de amizade e revivermos
momentos já idos, mas que não esquecemos porque fazem parte da nossa memória
colectiva.
Como
a minha filha Mafalda não quis ir (pois diz não ter paciência para ouvir “histórias
de cotas”) fiz-me acompanhar pela Odília e por um casal amigo (Edgar e Celeste)
que estavam de férias em Pedras d’el-rei, mas que se prontificaram a participar
naquele convívio do qual saíram entusiasmados, apesar de nenhum deles ter
qualquer vivência relacionada com a vida no mar.
Depois
da “sardinhada” fizemos uma breve visita às instalações da Associação, que se
pautava pela excelente organização do espaço. Desde uma pequena biblioteca, à
vitrina de exposição dos troféus, à ornamentação das paredes com motivos
alusivos ao mundo náutico.
No
final da visita às instalações da Associação e ao seu pequeno Museu, eu e o
Edgar (ambos da direcção da CACAV e embora não estivéssemos ali nessa
qualidade) adquirimos uma “Cresta” com o símbolo da respectiva colectividade
para ser exposta na nossa CASA AMARELA em Alhos Vedros, ficando a promessa de
um dia (se tal for possível e em data a combinar) realizar-se um intercâmbio
cultural entre o CLUBE ESCOLA AMIZADE de ALBUFEIRA e a CACAV. Círculo de
Animação Cultural de Alhos Vedros.
Por
ser uma pequena Associação e onde apenas alguns “carolas” se dedicam de uma
forma entusiástica “à causa” (o que me faz recordar outras que conheço) o que
mais me fascinou (para além do convívio) foi a preocupação daquela Associação
em dedicar um pequeno espaço das suas instalações ao “Museu do Mar”.
Apesar
do espaço exíguo, nele convivem pequenas memórias relacionadas com a vivência
dos seus associados enquanto “lobos-do-mar”.
Redes
de pesca; artefactos relacionados com a faina marítima; pequenos aparelhos de
comunicação e de sinalização ou de detecção de cardumes em alto mar; miniaturas
de embarcações das diversas artes de pesca, enfim: um pequeno museu onde se
tenta preservar uma memória colectiva para que as novas gerações tenham ali um
testemunho do que foi a vida de trabalho dos seus avós e pais, onde através
deles se recordam momentos de felicidade, mas também de alguma tragédia pela
perda de vidas tragadas pela “fúria dos mares” que, “zangados”, se abatiam
contra as frágeis embarcações que acabavam por “adormecer” no fundo dos
oceanos.
Fiquei
de facto fascinado com aquele pequeno espaço museológico e da preocupação dos
membros daquela pequena Associação que, sem recursos financeiros, tentam
preservar um pouco daquilo que foi a memória colectiva de quem se dedicou à
vida do mar, e da qual me tornei seu associado.
A
partir deste exemplo, e aproveitando a “embalagem”, não compreendo como é que
no concelho da Moita, mais concretamente em Alhos Vedros, localidades com
maiores potencialidades financeiras (em relação a uma pequena Associação) e que
outrora foram de forte implantação da actividade agrícola; das indústrias
Corticeira e Confecções Têxteis, ainda não exista um núcleo museológico onde
sejam expostos artefactos relacionados com aquelas indústrias, que seriam de
facto de interesse público e um motivo para que as novas gerações vissem
expostos utensílios e ferramentas (embora hoje ultrapassados pelas novas
tecnologias) que fizeram parte do desenvolvimento industrial da região e que
foram, debaixo de grande exploração patronal, o ganha-pão dos seus pais e avós.
Em
relação a este último parágrafo, seria bom que os responsáveis autárquicos do
concelho da Moita pensassem nisto, mas fora do período eleitoral, pois tudo o
que se possa dizer neste período soa sempre a oco e nunca é concretizado, a
exemplo de outras tantas promessas mas nunca cumpridas.
Carlos Vardasca (Braz, ex- aluno nº 14 - 1963-1968)
28 de Agosto de 2015
quinta-feira, 23 de julho de 2015
"Mais uma baixa na nossa tripulação"
(Clicar na foto para a ampliar)
Caros amigo ex-alunos
Tenho a informar que tive conhecimento do falecimento (hoje, dia 23 de Julho de 2015) do nosso companheiro e ex-aluno da Fragata D. Fernando II e Glória, Joaquim José Simão Martins (de alcunha "Cona de sabão), vítima de doença prologada.
Na foto em anexo, ele é o penúltimo a contar da esquerda (de pé), e foi tirada no Terreiro do Paço junto ao Cais das Colunas em Lisboa em 1961.
Na foto estão, da esquerda para a direita: O "Monção", Quintino (nº 454), ao centro o falecido e o com o cigarro na boca o Floriano Cruz (nº 422).
À família e aos seus amigos mais chegados, enviamos daqui e em nome de todos os ex-alunos da Fragata D. Fernando II e Glória os nossos sentidos pêsames.
A Comissão Organizadora
Augusto Gomes
Carlos Vardasca
Joaquim Gomes
José Alves
domingo, 24 de maio de 2015
VIII ENCONTRO NACIONAL DOS ANTIGOS ALUNOS DA FRAGATA D. FERNANDO II E GLÓRIA
Foto de grupo à entrada do edifício da Segurança Social de Setúbal
No interior do restaurante "O QUINTAL". Setúbal, 23 de Maio de 2015.
"NO DIA EM QUE VOLTÁMOS A SER OS PUTOS DA FRAGATA"
VIII Encontro Nacional dos Antigos Alunos da Fragata D. Fernando II e Glória.
Restaurante "O QUINTAL" (Setúbal, 23 de Maio de 2015)
sábado, 16 de maio de 2015
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